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Como minimizar as crises sensoriais

  • Foto do escritor: Algo Mais
    Algo Mais
  • 31 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Especialista indica estratégias simples para preparar o ambiente e minimizar impactos causados pelo barulho de fogos de artifício e música alta


Por Algo Mais Comunicação Corporativa


As comemorações de fim de ano costumam envolver fogos de artifício, música alta e grande circulação de pessoas — um conjunto de estímulos que pode gerar desconforto sensorial em crianças atípicas, especialmente aquelas com transtorno do espectro autista (TEA) ou hipersensibilidade auditiva. Para ajudar as famílias a se prepararem e tornarem as celebrações mais acolhedoras, a Unimed Maceió reúne orientações para minimizar estresse, prevenir crises e garantir mais bem-estar aos pequenos durante o período festivo.


A pediatra da Unimed Maceió, Dra. Dayse Paraíso, explica que crianças atípicas podem apresentar um processamento sensorial mais sensível, o que faz com que estímulos excessivos — como barulhos, luzes e multidões — cheguem ao cérebro de forma mais intensa ou até dolorosa. Segundo ela, fogos de artifício são imprevisíveis e ativam o sistema de alerta, enquanto a música alta cria vibrações contínuas difíceis de organizar. Ambientes cheios também geram excesso de informações e podem provocar sensação de caos interno. “Para essas crianças, é como se o mundo ficasse ‘alto demais’ por dentro”, esclarece.


Segundo a pediatra, é importante que os adultos identifiquem precocemente indícios de desconforto sensorial para evitar que a criança chegue ao ponto de desorganização. Ela explica que alguns sinais comuns incluem cobrir os ouvidos ou pedir silêncio, irritação repentina, choro ou agitação, além de buscar um canto afastado, demonstrar movimentos repetitivos para se acalmar ou ficar mais rígida, inquieta ou silenciosa. “Quando a criança diz que quer ir embora ou verbaliza que está ‘ruim’, ela está comunicando um limite que deve ser acolhido”, destaca a especialista.


Como a família pode se preparar para as festas


A preparação, afirma Dra. Dayse, é uma forma essencial de cuidado. Ela recomenda o uso de abafadores para diminuir o impacto do barulho e dar mais segurança, além de oferecer previsibilidade sobre o que vai acontecer — explicando, mostrando fotos ou ensaiando antes. A pediatra sugere ainda a criação de um plano sensorial com brinquedos táteis, óculos escuros ou cheiros suaves, e a combinação de um sinal simples para pedir pausa. “Itens de conforto, como mantinha, brinquedo preferido ou snacks familiares, também ajudam. E, quando possível, vale escolher horários mais tranquilos”, ressalta.


Para não intensificar o desconforto, a pediatra orienta evitar forçar a permanência no ambiente quando a criança já sinalizou incômodo, minimizar o que ela sente ou exigir interação social durante a sobrecarga sensorial. Comparações com outras crianças, ignorar sinais de cansaço ou insistir para que ela “aguente mais um pouco” também devem ser evitados.


Ao falar sobre o período festivo, Dra. Dayse Paraíso reforça que o mais importante é preservar o vínculo familiar e o bem-estar da criança. Para ela, adaptações como abafadores, pausas e planos sensoriais são formas legítimas de cuidado. “O que torna uma celebração especial não é o barulho, mas o afeto. Quando a família acolhe os limites da criança com gentileza, ela se sente segura para viver o mundo do seu jeito — e esse é o maior presente que ela pode receber”, conclui.

 
 
 

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