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Dezembro Laranja

Estudos apontam que o tumor de pele é o tipo de neoplasia maligna mais registrada no Brasil e no mundo


Por Carol Amorim - Algo Mais Consultoria e Assessoria


Em meio à aproximação da chegada do verão, a campanha Dezembro Laranja é realizada para disseminar informações sobre o combate ao câncer de pele – atualmente, o tipo de neoplasia maligna mais comum no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele representa 30% de todos os tumores malignos registrados no país e, por isso, especialistas alertam sobre o autocuidado constante para se prevenir.


Segundo a médica dermatologista e docente do Centro Universitário Tiradentes (Unit/AL), Maria Lamenha Cavalcante Melo, esse tipo de câncer surge através de sinais na pele, principalmente nas áreas mais expostas ao sol, como a face, membros superiores e couro cabeludo. As regiões mais quentes, a exemplo do Nordeste do Brasil, costumam apresentar alta incidência desses casos.


“Os sintomas do câncer de pele são lesões inicialmente pequenas, que apresentam crescimento progressivo, sangramento e que não cicatrizam. O tipo de câncer melanoma tem uma tendência de apresentar assimetria, bordas irregulares, múltiplas cores (preta, marrom, vermelha) e diâmetro maior que 6 milímetros”, conta a dermatologista.


Entre os tipos de tumores, o melanoma corresponde ao de maior risco, caso não seja tratado precocemente. Estudos apontam que, apesar disso, ele representa apenas 3% das neoplasias malignas do órgão. Além dele, entre os principais tipos, há ainda os tumores carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, que são os tipos de câncer não-melanoma e os mais comuns a serem registrados no país.


Para se prevenir, a médica orienta o uso diário de protetor solar, evitar exposição solar nos horários de maior radiação (das 10h às 16h), além de usar chapéus de aba larga e guarda-sol.


“Deve-se usar um protetor solar FPS 30 ou maior e espalhar por toda área que será exposta ao sol, 30 minutos antes dessa exposição. A escolha do protetor solar pode ser decidida em conjunto com o dermatologista. E deve-se também levar em consideração o tipo e as necessidades da pele do paciente. O mais importante é que o paciente goste das características do protetor porque seu uso deve ser diário”, ressalta.

Ela ainda conta que, em regiões mais quentes, os cuidados devem ser redobrados e que, em atividades ao ar livre, como trabalho, esporte e lazer, a reaplicação do protetor deve ocorrer a cada 2 horas.


Além do risco provocado pela exposição solar, a médica também informa que pessoas com a pele, olhos e cabelos claros, com idade acima de 40 anos, que tenham se exposto em excesso ao sol sem fotoproteção e com histórico familiar de câncer de pele são consideradas grupos de risco para esse tipo de neoplasia. E que, em caso de diagnóstico positivo para a enfermidade, os tratamentos estão disponíveis, inclusive, através do SUS.


“O tratamento de primeira escolha é o cirúrgico, com retirada completa da lesão. A depender do tipo histológico, pode ser necessária a realização de radioterapia e quimioterapia. E quanto ao SUS, há tratamento disponível em centros de atenção secundária e terciária”, frisa a médica dermatologista.

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