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  • Luana Nunes

Mostra de Fotojornalismo

Atualizado: Fev 4

Este ano evento será online, reunindo trabalhos de estudantes do Brasil inteiro até 31 de dezembro


Quatro universitários alagoanos vão expor seus trabalhos na 2ª Mostra de Fotojornalismo Universitário da Universidade de São Paulo (USP). Eles são alunos do curso de Jornalismo do Centro Universitário Tiradentes (Unit/AL) e tiveram suas fotos selecionadas entre milhares de trabalhos produzidos por acadêmicos de universidades públicas e privadas de todo o Brasil.


Bruna Motta e Felipe Lima foram selecionados com prévias dos seus Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), enquanto André Sousa e Arabela Moreira com imagens produzidas para a disciplina de Fotojornalismo. O professor da disciplina na Unit/AL, Beto Macário, comemora a participação dos estudantes em um evento desta grandeza.


“A seleção para a Mostra da USP é de extrema importância para a formação dos alunos. São iniciativas como essas que fazem com que eles despertem o olhar para o meio que os cercam, desenvolvem habilidades com a produção de imagens e tem o seu trabalho reconhecido por instituições de renome nacional”, defende.


Neste ano, por conta da pandemia de Covid-19, a Mostra será realizada de forma virtual e ficará disponível para navegação do dia 1º à 31 de dezembro, no website do Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Artes de São Paulo da USP (www.usp.br/cje).


Os trabalhos


“Bruna Motta foi a campo registrar as dores e angústias de famílias que foram removidas no bairro do Pinheiro. Com o tema provisório ‘Histórias - de vidas - que a mineração não consegue enterrar’, ela conta através da imagem a história de Dora Gaia, que teve a sua vida transformada por conta da remoção de sua casa”, explica o professor.


Bruna é só alegria por participar da mostra. “Estou no 8º período, minha foto selecionada é fruto do meu TCC, que tem o Pinheiro como tema. Fiz um ensaio de fotojornalismo com algumas famílias da área, usando o fotojornalismo como denúncia social. A sensação é de dever cumprido. Me formar em algo que sempre foi meu sonho e ter meu trabalho reconhecido é fechar o curso com chave de ouro”, assinala.


Já Felipe Lima produziu uma série de imagens documentais sobre a paralisação das Obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Eixo Viário do Vale do Reginaldo, e como a comunidade ocupa esses prédios sobrevivendo de forma insalubre.



“Quando recebi a notícia, fiquei muito feliz e com a sensação de que estou cumprindo com o papel que todo jornalista deve ter. Por ser morador do próprio Vale do Reginaldo, me vi no direito de cursar Jornalismo para buscar fazer justiça, expor as mazelas do bairro e mostrar a realidade de uma comunidade que não possui as mínimas condições básicas. Me sinto extremamente realizado e, mais do que nunca, sei que escolhi a profissão certa. É um imenso orgulho ver uma foto produzida por mim nessa exposição”, frisa Felipe Lima.


O trabalho selecionado de André Sousa, estudante do 4º período, integrou uma atividade da disciplina de Fotojornalismo com a cobertura da 9ª edição do Xangô Rezado Alto, realizado no dia 2 de fevereiro de 2020, em Maceió.


“A sensação é uma mistura de grande alegria e responsabilidade em ser um dos representantes do curso de Jornalismo da Unit nessa Mostra, principalmente por se tratar de um evento a nível nacional. Ter um trabalho selecionado é um incentivo para continuar aprendendo e aproveitando ao máximo o que o curso tem a oferecer. Recebi a notícia com grande alegria e agradeço ao professor Beto Macário pelo incentivo, força e todo o aprendizado nas disciplinas de Fotografia e Fotojornalismo. Também agradeço ao apoio e o esforço coletivo dos docentes do Curso de Graduação em Jornalismo”, enfatiza André Sousa.


Estudante do 6º período, Arabela Moreira teve uma das fotos produzida para a disciplina de Fotojornalismo escolhidas para a exposição. Com o tema "Cana, suor e trabalho: herança do trabalho escravo em Capela/AL", a estudante retratou o trabalho no corte de cana que é, reconhecidamente, um dos mais árduos do meio rural.


“Sou apaixonada por fotojornalismo e contar histórias através de imagens, porque provoca reflexão no público. Sempre foi um sonho retratar e dar voz aos trabalhadores que diariamente convivem com o calor, o suor e a cana. Moro na zona rural de Capela e chegou o momento em que resolvi fazer esse trabalho, essa denúncia social. Por trás de uma grande conquista, sempre há uma grande história de superação. Poder tirar um sorriso de um trabalhador que sofre todos os dias fez esse trabalho valer a pena. Receber a notícia que meu trabalho foi selecionado, dentre tantos outros, me fez perceber que estou no caminho certo, que preciso continuar retratando os mais vulneráveis perante a sociedade”, ressalta Arabela.

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